Logo Kobbi Gallery

ANTONIO FREITAS

Praia de Guaecá - Literal Norte, SP - 17:45 hs
OBRAS EM DESTAQUE
Coleção Natureza - Cachoeira #2
Praia Guaecá - Litoral Norte, SP - Praia #2
Coleção Arquitetura, SP - Fachadas #1
Janelas - Centro de São Paulo #2
Série Porcelain Chess, 2013
Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia (MuBE), 2014
Coleção Portugal - PT
Mata Atlântica - Guaeca,SP
Jardim Botânico - Rio de Janeiro #2, RJ
Estação do Metrô Sé, SP
SOBRE

Antonio Freitas construiu um percurso sólido e múltiplo no campo da fotografia. Iniciou sua trajetória nos anos 1970, registrando shows de rock, em um momento pulsante da cultura brasileira. A partir dos anos 1980, tornou-se referência na fotografia publicitária, colaborando com grandes empresas do setor alimentício no Brasil, América Latina e Rússia, pela qual recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais, consagrando-se como um dos principais nomes da área.


Paralelamente, Freitas desenvolveu uma produção autoral marcada pela investigação da imagem como linguagem e forma de pensamento. Seus ensaios mais recentes refletem uma pesquisa visual rigorosa, que interroga a própria natureza da fotografia e seu lugar no mundo contemporâneo, inclusive em relação à inteligência artificial.


Em suas obras, Freitas se volta para as arquiteturas urbanas e de museus – espaços que carregam um paradoxo: são, ao mesmo tempo, lugares de preservação e de suspensão. Nessas imagens, o espaço deixa de ser mero cenário: torna-se protagonista, instaurando atmosferas de pausa, desvio e estranhamento.


Essa poética se radicaliza quando Freitas desconstrói as expectativas tradicionais da imagem fotográfica. Por meio de sequências, manipulações digitais e reconfigurações gráficas, seu trabalho desafia o vínculo entre imagem e realidade. No universo digital, sua fotografia desmaterializa-se, opera como fluxo. Desafia os limites entre o documental e o fictício, o fixo e o transitório.


O que se insinua, então, é um novo tipo de "não-lugar": não mais o espaço anônimo das relações impessoais, mas um campo de potência estética, criado e habitado pela imagem. É ali, nesse terreno inventado entre o visível e o ausente, que a obra de Antonio Freitas se inscreve – como provocação e reinvenção contínua do olhar.

ASSINE A NOSSA NEWSLETTER