A exposição celebra a redescoberta de um olhar singular da fotografia moderna brasileira. Integrante do Foto Cine Clube Bandeirante, Nelson Kojranski explorou, com rigor e sensibilidade, a linguagem moderna que transformou a forma de ver e construir imagens no Brasil. Suas fotografias, plenas de luz, geometria e silêncio, revelam a força poética de um autor que o tempo agora convida a reconhecer.
Suas fotografias começaram a ganhar evidência na última década. Basta lembrar das mais recentes exposições em que participou: Festival de Arles – Parc des Ateliers, Fundação LUMA (2025); Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA, 2021); Museu de Arte de São Paulo (MASP, 2016); Centro Cultural São Paulo (CCSP, 2009) por ocasião do 70˚ aniversário do Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB); Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú (2009). Essas exposições permitiram que a fotografia moderna brasileira, produzida no Foto Cine Clube Bandeirante, entre 1945 e 1964, tivesse boa aceitação nas coleções e nos museus da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.
É notória sua coerência estética, seu conhecimento técnico, sua sensibilidade e sua disciplina, bem como a presença de um raciocínio lógico e de uma originalidade em sua produção fotográfica. Basta entender sua forma ordenada de elaborar o momento construtivo do seu fazer artístico. Nas fotografias urbanas, radicaliza o aproveitamento do potencial das linhas diagonais e utiliza a sombra como um elemento indispensável à beleza da imagem. Como se ele fosse buscar na projeção das sombras nas brancas paredes, os elementos que dão ritmo às fotografias, que tornam as formas simples em composições extraordinárias.
Prospectar o passado, trazer para o presente e sonhar com o futuro. Esse movimento foi realizado para organizar essa exposição que celebra as fotografias de Nelson Kojranski. Dar visibilidade à sua produção é um enorme esforço da sua família e da Kobbi Gallery, a fim de trazer para a ponta do iceberg mais um fragmento da história da fotografia brasileira dentro do capítulo do Foto Cine Clube Bandeirante, que potencializou e protagonizou, através dos seus salões, a moderna fotografia brasileira.
Rubens Fernandes Junior
curador e pesquisador
The exhibition celebrates the rediscovery of a singular vision within modern Brazilian photography. A member of the Foto Cine Clube Bandeirante, Nelson Kojranski explored with rigor and sensitivity the modern language that transformed the way of seeing and constructing images in Brazil. His photographs, filled with light, geometry, and silence, reveal the poetic strength of an artist whom time now invites us to recognize.
His work has gained increasing prominence over the past decade. One need only recall the recent exhibitions in which he participated: Arles Festival – Parc des Ateliers, LUMA Foundation (2025); The Museum of Modern Art, New York (MoMA, 2021); Museu de Arte de São Paulo (MASP, 2016); Centro Cultural São Paulo (CCSP, 2009), on the occasion of the 70th anniversary of the Foto Cine Clube Bandeirante (FCCB); and Moderna Para Sempre – Fotografia Modernista Brasileira na Coleção Itaú (2009). These exhibitions helped bring modern Brazilian photography, produced within the Foto Cine Clube Bandeirante between 1945 and 1964, to wider recognition in collections and museums across Europe, the United States, and Latin America.
His aesthetic coherence, technical knowledge, sensitivity, and discipline are remarkable, as is the presence of logical reasoning and originality in his photographic production. One only needs to understand his orderly way of elaborating the constructive moment of his artistic practice. In his urban photographs, he radicalizes the use of the potential of diagonal lines and uses shadow as an indispensable element for the beauty of the image. As if he were seeking, in the projection of shadows on the white walls, the elements that give rhythm to the photographs, which turn simple forms into extraordinary compositions.
Exploring the past, bringing it into the present, and dreaming of the future. This movement guided the creation of this exhibition, which celebrates the photographs of Nelson Kojranski. Bringing visibility to his work represents a devoted effort by his family and by Kobbi Gallery to reveal yet another fragment of the history of Brazilian photography within the chapter of the Foto Cine Clube Bandeirante, which, through its Salons, amplified and embodied modern Brazilian photography.
Rubens Fernandes Junior
curator and researcher